[:en]Please imagine that you are a child growing up in a favela in Rio de Janeiro. You live in one of the many communities separated from the rest of the city. Living above the city of Rio de Janeiro, you often have inferior infrastructure, limited access to markets/doctors/post offices and typically greater prevalence of drug activity.
Consider your frame of reference; what do you consider normal and appropriate behavior? How do you view authority and public safety?
Consider the education and resources that are available to you if your family is unable to afford a private school education in Brazil, which provides a superior education.
Consider your safety as a child as you commute to school by yourself or walk long distances and take public transportation alone. As mentioned above, the poorer infrastructure in your favela means that you are walking down narrow and steep stairs, unpaved roads or alongside busy roads without safe sidewalks. Not to mention the danger of walking alone when there is active gang violence.
Consider that your neighborhood and your family and friends don’t exist. What??
In each of these maps (found both online and in hotels) the favelas where my students and coworkers live have been replaced by clumps of trees. Looking at the maps, I am given the impression that if Rio (and the tourism industry) ignores the existence of the favelas they might go away.
Imagine if you saw one of these maps as a child growing up in the favela. How would this make you feel?
Would you be angry, lonely, confused, sad, surprised, wonder, aggressive, or motivated, carefree, and radiant? Unless you are a child living in these circumstances, you cannot know for certain. What I can tell you now, in my short time here with Mais Caminhos, is that my students have displayed all of these emotions and more. It is unfair to assume or anticipate someone’s emotions just because you know where they live. It is this reason that I felt (still feel!) unprepared to work with Mais Caminhos.
I knew that when I agreed to volunteer with Mais Caminhos that I was not prepared. How could I be? But being unprepared does not mean that I wasn’t qualified and capable. I have spent the past few years teaching in Title 1 Schools (schools in the United States that are considered under-performing, receive some government assistance and often correlate with students living in poverty). Throughout college, I volunteered with a local shelter working with homeless children. This past spring, I earned a Master’s degree in Education with a focus on English Language Learners and Culturally Relevant Teaching. On paper, I am highly qualified for this job but teaching is about more than a resume.
Nothing can adequately prepare you for the joys and challenges that come with working with children. Every day is different. Every child is different. And everyday my students arrive to class with new and evolved perspectives. The ability to have your perspective shifted and expanded daily is one of the most wonderful aspects of childhood. As a teacher, it is exciting to watch your students grow and mature into young adults. However, because of their developing maturity, it can be hard to anticipate student emotions. How do you teach effectively when your class struggles to control their emotions?
Children FEEL everything. And why shouldn’t they? When your frame of reference is limited to the experiences immediately around you, even the slightest inconvenience can feel life changing and devastating. Students are rarely able to leave their emotions at the classroom door and therefore every mood, good and bad, enters the classroom at 2:00 pm. Our job as volunteers is to teach using Positive Discipline so that our students learn successful coping mechanisms. Learning how to regulate emotions is a skill that takes years to develop and is, in my opinion, one of the largest reasons that adults struggle to understand and validate the emotions of young children.
Everyday that I walk through the doors of the Caminhos Language Centre I know that I am more prepared than I was the day before. I have become more knowledgeable about my students’ backgrounds, their likes, dislikes, and their aspirations. I can sense when they are losing interest in a subject, are tired or distracted by something happening at home. I can tell when they are pretending they don’t understand my accent and when they actually have no idea what I’m talking about. I am able to make jokes and be silly while still earning their respect and love. It has taken months to develop a strong relationship with my students and their confidence in my abilities has made me the best teacher I have even been.
What I can tell you for certain is that my students do exist no matter what a hotel map says. Their lives are valid. Their feelings are valid. Their life experiences are valid. Regardless of the stereotypes cast on children living in the favela, I can assure you that my students are just as capable as any other. I may not always feel prepared to teach them (and they are often not prepared to learn!!) but just trying is enough. As I encourage students to try new things and expand their perspective, I encourage everyone to think about the favelas in a new way. Money, status, and neighborhoods do not define worth. We must all remember that Cantagalo-Pavaozinho, and all the favelas of Rio de Janeiro, are important and deserving of recognition. These communities are more than just a clump of trees. They are my students’ home.
By Katy Chase
Caminhos Language Centre[:br]Por favor, imagine que você é uma criança crescendo em uma favela no Rio de janeiro. Você mora em uma das muitas comunidades separadas do resto da cidade. Vivendo acima da cidade do Rio de janeiro, você muitas vezes tem uma infraestrutura inferior, acesso limitado a mercados, hospitais, serviços postais e muitas atividades envolvendo drogas ao seu redor.
Pense no que você consideraria como sua referência; O que você considera um comportamento normal e apropriado? Como você vê as autoridades e seguranças públicas?
Pense na educação e recursos que você e sua família tem acesso se sua família não pode arcar com uma escola particular no Brasil.
Pense na sua segurança como uma criança que faz um longo trajeto até a escola com transportes públicos sozinha. Como mencionado acima, a mais pobre infraestrutura quer dizer que você desce por escadas precárias, ruas não pavimentadas ou em grandes vias movimentadas sem calçadas decentes. Sem falar no perigo de andar sozinho quando há atividades de gangues acontecendo ao seu redor.
Imagine que sua vizinhança e seus amigos e família não existem. O Quê??
Dê uma olhada nos mapas
Em cada um desses mapas (encontrados tanto online como em hotéis) as favelas onde meus alunos e colegas de trabalho moram foram substituídas por montanhas com árvores. Olhando para os mapas, tenho a impressão que se o Rio (e a indústria do turismo) ignora a existência das favelas elas talvez vão desaparecer.
Imagine se você visse um desses mapas quando criança, crescendo em uma favela. Como isso o faria se sentir?
Você ficaria bravo, sozinho, confuso, triste, surpreso, agressivo, ou motivado, sem se pesos na consciência e radiante? A menos que você seja uma criança vivendo nessas circunstâncias, você não pode ter certeza. O que eu posso te dizer é que, no pouco tempo que estou em mais Caminhos, meus alunos demonstraram essas emoções e mais. Não justo predizer a emoções de alguém só porque você sabe onde eles moram. É por esse motive que eu me senti ( ainda sinto) despreparada para trabalhar em Mais Caminhos.
Eu soube quando eu me voluntariei para o Mais Caminhos que eu não estava preparada. Como eu poderia estar? Mas estar despreparada não significa que não sou qualificada a me fazer capaz. Eu tenho passado os ultimo anos estudando e ensinando em escolas de primeira linha, ( escolas nos Estados Unidos que são consideradas abaixo da performance necessária, recebem uma suporte do governo e geralmente ajustam isso com alunos vivendo em pobreza). Em meu período de faculdade eu fiz voluntariados em um abrigo local, trabalhando com crianças sem tetos. Na ultima primavera, eu recebi um diplome de mestrado educacional focado em ensino de inglês e cultura. No papel, eu sou muito qualificada para esse trabalho, mas ensinar é muito mais que um currículo.
Nothing can adequately prepare you for the joys and challenges that come with working with children. Every day is different. Every child is different. And everyday my students arrive to class with new and evolved perspectives. The ability to have your perspective shifted and expanded daily is one of the most wonderful aspects of childhood. As a teacher, it is exciting to watch your students grow and mature into young adults. However, because of their developing maturity, it can be hard to anticipate student emotions. How do you teach effectively when your class struggles to control their emotions?
Nada pode te preparar mais para as alegrias e desafios da vida do trabalhar com crianças. Cada dia é diferente. Cada criança é diferente. E todos os dias os meus alunos chegam na sala de aula com novas e evoluídas perspectivas. A habilidade de ter suas perspectivas contadas e explicadas é uma das mais maravilhosas características da infância. Como Professor, é muito interessante assistir seus alunos crescerem, e amadurecerem como jovens adultos. De toda forma, porque do seu amadurecimento e evolução, é muito difícil de prever as emoções de um aluno. Como você ensina efetivamente quando a sua classe está se lutando pelo controle das próprias emoções?
Crianças SENTEM tudo. E por que não deveriam? Quando seu quadro de referência é limitado às experiências ao seu redor, mesmo a menor mudança parece devastadora. Alunos raramente são capazes de deixar as emoções fora da sala de aula, então todo o tipo de humor, bom e ruim entra na sala de aula às 2h. Nosso trabalho como voluntários é ensinar usando a Disciplina Positiva para que nossos alunos aprendam copiando esses mecanismos. Aprender a controlar as emoções é algo que leva anos para ser aprimorado e, na minha opinião, um dos maiores motivos de os adultos terem dificuldades de entender as emoções das crianças.
Todos os dias que eu passo pela porta no Caminhos Language Centre eu sei que eu estou mais preparada que no dia anterior. Eu conheço mais o passado dos meus alunos, o que eles gostam, o que não gostam e suas inspirações. Eu consigo perceber quando eles estão perdendo interesse em um assunto, quando estão cansados ou distraídos por algo que está acontecendo em casa. Eu posso perceber quando eles estão fingindo que não entendem meu sotaque ou quando eles realmente não fazem ideia do que eu estou falando. Eu sou capaz de fazer piadas e ser boba mesmo quando ainda estou ganhando seu respeito e amor. Foram meses para criar essa forte relação com meus alunos e a confiança deles nas minhas habilidades me faz uma professora melhor que eu já fui
O que eu posso dizer com certeza é que meus alunos existem, não importa o que um mapa diga. A vida deles tem valor. Os sentimentos deles tem valor. As experiências de vida deles tem valor. Independentemente dos estereótipos que são impostos as crianças que moram em favelas, Eu posso garantir que meus alunos são tão capazes quanto qualquer outro. Eu posso as vezes me sentir despreparada para lhes ensinar ( e eles muitas vezes não estão preparados para aprender!!) mas apenas tentar já é o bastante. Como eu encorajo os alunos a tentar novas coisas e expandir suas perspectivas, eu encorajo todos a pensarem nas favelas de um novo jeito. Dinheiro, status e vizinhança não definem valores. Nós devemos todos nos lembrar de que Cantagalo-Pavãozinho, e todas as favelas do Rio de janeiro, são importantes e merecem ser reconhecidas. Essas comunidades são mais que um monte de árvores. Elas são as casas de meus alunos.
By Katy Chase
[:es]Imagina que eres un niño/a nacido/a en una favela de Rio de Janeiro. Vives en una de las comunidades separadas del resto de la ciudad. Vivir sobre esta ciudad implica, muchas veces, infraestructura más precaria, acceso limitado a mercados, asistencia médica o correos y generalmente hay una presencia de actividad relacionada con drogas.
Considera todo lo anterior como tu marco de referencia, ¿cuál considerarías que fuese un comportamiento normal? ¿Cuál sería tu visión sobre la autoridad y la seguridad pública?
Piensa en la educación y los recursos con los que contarías si tu familia no es capaz de costear un colegio privado en Brasil que proporciona una calidad educativa superior.
Reflexiona sobre la seguridad que tendrías al ir a la escuela bien andando solo/a o mediante transporte público por ti mismo. Como se mencionaba antes, la precaria infraestructura haría que tuvieses que andar por calles estrechas y empinadas, y llenas de escalones desiguales y sin pavimentar en los que te podrías tropezar y caer. Sin mencionar el peligro que conlleva andar solo en un lugar con violencia armada activa.
Imagina que tu barrio, tu familia y tus amigos no existen. ¿Qué?
Observa los siguientes mapas:
En cada uno de estos mapas (encontrados online y en hoteles) las favelas donde mis estudiantes y compañeros de trabajo viven han sido reemplazados con bloques de árboles. Tras verlos me da la impresión de que Rio (y el sector turístico) ignora la existencia de las favelas.
¿Qué pasaría si vieses uno de estos mapas siendo un niño/a que ha nacido en una favela? ¿Cómo te sentirías?
¿Estarías enfadado, te sentirías solo, triste, sorprendido, con preguntas, agresivo, motivado, radiante o no le darías importancia? A no ser que seas ese niño/a, no lo sabrás seguro. Lo que sí te puedo decir ahora, tras mi poco tiempo en Mais Caminhos, es que mis estudiantes han mostrados todos estos sentimientos y muchos más. Es muy injusto asumir o tratar de anticipar los sentimientos y reacciones de una persona sólo por saber el lugar donde vive. Esta es la razón por la que me sentí (y me siento) poco preparada para trabajar con Mais Caminhos.
Ya sabía cuándo acepté ser voluntaria de Mais Caminhos que no estaba preparada, ¿cómo podía estarlo? Pero el hecho de no estar preparada no quiere decir que no estuviera cualificada para el puesto o que no era capaz. He pasado los últimos años enseñando en Escuelas Título 1 (estas escuelas en los Estados Unidos son consideradas por debajo de la media, reciben ayudas del gobierno y están relacionadas con estudiantes que viven en la pobreza). Durante mi período en la universidad hice voluntariado en un lugar de acogida con niños que no tenían donde vivir. Esta pasada primavera, finalicé mi master en Educación enfocado en la enseñanza del inglés y la cultura. En papel, estoy altamente cualificada para este trabajo pero enseñar es mucho más que un currículo vitae.
Nada te puede preparar totalmente para las alegrías y los retos que conlleva trabajar con niños. Cada día es diferente. Cada niño es diferente. Y todos los días mis estudiantes llegan a clases con nuevas perspectivas. La capacidad de poder ver las cosas desde varios puntos de vista y abrir horizontes cada día es uno de los aspectos más fascinantes de la niñez. Como profesora, es increíble ver a tus estudiantes crecer, madurar y convertirse en adolescentes. Sin embargo, debido al desarrollo de su madurez es difícil prever sus emociones. ¿Cómo puedes enseñar de una manera efectiva si en tu clase no se controlan bien los sentimientos y emociones?
Los niños SIENTEN todo. ¿y por qué no deben hacerlo? Cuando tu marco de referencia es limitado a las experiencias alrededor tuyo hasta la mínima inconveniencia puede resultar en un cambio drástico y devastador en sus vidas. Para los estudiantes es casi imposible dejar sus emociones fuera de la puerta de clase por lo que el estado de ánimo con el que vienen, bueno o malo, entra en clase a las 2 de la tarde. Nuestro trabajo como voluntarios es enseñar Disciplina Positiva para que nuestros estudiantes puedan aprender mecanismos de control que les ayuden no sólo dentro de clase sino también fuera de ella. Desarrollar estas técnicas lleva años y es una de las razones por las que pienso que a los adultos les cuesta tanto entender y validar las emociones de los más jóvenes.
Cada día que atravieso las puertas de la escuela de idiomas Caminhos sé que estoy más preparada que el día anterior. Sé más sobre el pasado y el ambiente de mis estudiantes, sus gustos, aquellas cosas que no les gustan tanto y sus aspiraciones. Puedo percibir cuando pierden interés en un tema, o cuando están cansados o distraídos por algo que les pasó en sus casas. Puedo incluso saber cuándo fingen que no entienden mi acento o cuando realmente no tienen ni idea de lo que estoy hablando. Soy capaz de hacer bromas y hacer tonterías a la vez que me gano su respeto y cariño. Me ha llevado meses construir esta relación tan fuerte con mis estudiantes y ganarme su confianza en lo que les enseño. Todo ello me ha convertido en una mejor profesora.
Lo que puedo decirte con certeza es que mis estudiantes existen sin importar lo que digan los mapas de un hotel. Sus vidas son importantes. Sus sentimientos son importantes. Sus experiencias en la vida son importantes. A pesar de los estereotipos que existen sobre los niños de las favelas, te puedo asegurar que mis estudiantes son tan capaces como cualquier otro fuera de ellas. Quizás no siempre me sienta preparada para enseñarles (y ellos no siempre están preparados para aprender!!) pero con intentarlo es suficiente. Así como animo a mis estudiantes a probar cosas nuevas y abrir puertas a nuevas oportunidades, también le aniño a todo el mundo a pensar sobre las favelas de una forma diferente. Dinero, estatus y barrios no define valor. Todos debemos recordar que Cantagalo-Pavaozinho y todas las favelas de Rio de Janeiro son importantes y merecen reconocimiento. Estas comunidades son mucho más que árboles; son los hogares de mis estudiantes.
Por Katy Chase






