Rio de Janeiro, Brasil Algumas noites atrás, durante minha volta para casa para o Vidigal no ônibus lotado do aeroporto, eu senti minha primeira pontada de excitação para a Copa do Mundo. Talvez tenha acontecido por ter sido jogado violentamente de um lado para outro como resultado da condução imprudente; ou, talvez, quando eu senti a urgência de ajudar a colocar, com olhar perplexo, o cinto de segurança dos estrangeiros que, obviamente, não estavam recebendo qualquer ajuda do motorista que não falava inglês; ou poderia ter sido quando eu estava compartilhando histórias de todas as coisas ridículas sobre o Rio com um camarada gringo que topei no ônibus, que não via há mais de dois anos. Ou, talvez, tivesse sido a combinação de todos os três juntos.

|Qualquer que tenha sido o motivo, eu senti indiscutíveis borboletas no estômago de tanta ansiedade.

Eu tenho visto as caras feias de todo mundo pelo quão má organizada a Copa do Mundo tem sido, por todo aquele dinheiro empurrado para o evento que deveria ser canalizado para causas muito maiores – combate à pobreza e à deficiência da saúde e da educação, melhorando infra-estrutura, limpeza da poluição crônica da água e combate à corrupção, para citar apenas alguns -, reclamando que a Copa do Mundo será um incômodo, lamentando o pesadelo que será para tentar conseguir algo “comum” para o mês seguinte, ou algo do tipo, e se perguntando quantas das potenciais armadilhas poderiam ofuscar essa grande festa. Apesar de tudo isso, no entanto, a minha primeira pontada de emoção me lembrou que tenho muita sorte – e orgulho – de estar aqui.
Enquanto a mídia, os manifestantes, os queixosos e toda uma carga de pessoas que entraram na onda continuam a golpear o Brasil, poderia, por favor, o resto de nós mostrar coletivamente algum apoio às maravilhas deste país (das quais existem várias), o progresso que tem sido feito nas últimas décadas (que é imenso) e o efeito positivo que a Copa do Mundo terá sobre muitos (que ela realmente terá) e entrar em clima de comemoração para a festa que está chegando, também conhecida como Copa do Mundo?
Tudo bem, você ainda pode pensar que a FIFA é um bando de babacas ladrões, o governo brasileiro corrupto e ineficiente, a polícia brasileira mal treinada, pesada e indigna de confiança, e que os membros mais pobres da sociedade brasileira são desvalorizados e maltratados – a maioria de nós sente o mesmo. Mas estes não são problemas novos, o Brasil ainda é um país em desenvolvimento, e tentar estragar a festa para milhões de pessoas que querem aproveitá-la tem sido um estraga-prazer esportivo das mais épicas proporções.

I think I heard someone shout: “PAAAAARRRRR-TAAAAAY!!!”

Agora é o momento da celebração coletiva – a impressionante chantagem e o protesto com a Copa do Mundo entrando em curso podem (ou não) ajudar a vencer a batalha, mas não vão ganhar a guerra, e sensacionalizar o pior do Brasil, a fim de ganhar a audiência da Copa do Mundo não faz a justiça que as causas mais importantes merecem. Em todo o caso, uma vez que começa o futebol, ninguém está preocupado com a sua causa – melhor você guardar seus atos desafiadores para depois.
Por favor, vamos deixar de lado a merda negativa por enquanto e para celebrar as coisas boas, com todos ao nosso redor: é hora de mirar a maior festa em um dos países mais brilhantes do planeta, que começa amanhã.

Eu estou dentro, mais alguém?

Sarah é aluna na Casa do Caminho Language Centre e uma escreve para a Encounter Brazil. ‘Festa vs Protesto: Quem você irá apoiar?’ e todos os outros posts de Sarah são reimpressos com a permissão da Encounter Brazil. Descubra mais sobre o Brasil: o caminho menos percorrido, a deliciosa comida local, uma paisagem deslumbrante, marcos fascinantes e locais, uma abundância de eventos e festas… E algumas experiências do dia-a-dia de Sarah de viver no Rio de Janeiro.



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