Nicky é um aluno da Caminhos Language Centre. Em uma série de posts ele vai descrever sua experiência em suas 16 semanas de curso de Português. Nick é um falante nativo de Inglês, e nunca estudou outra língua antes. Ele vai ficar no Brasil por 6 meses, no Rio de Janeiro principalmente. Acompanhe as aventuras do Nick a cada semana com sua experiência de aprendizado, as atividades da escola, e avida no Rio pela visão de um recém chegado.

Momentum

O que isso tem a ver com aprender uma outra língua? Em uma palavra: tudo.

Depois de umas semanas de folga, devido às pequenas “férias de fim de ano”, já estava na hora de voltar às aulas. Eu achei que seria tranquilo voltar à rotina depois desse pequeno recesso, mas foi mais difícil do que eu esperava. Eu perdi o meu momentum.

Durante esse recesso eu passei muito tempo com brasileiros que falavam inglês, e como a água, eu tomei o caminho mais fácil: falava inglês o tempo inteiro. Sim, eu estava no Brasil, com o objetivo de aprender o português, passar o maior tempo possível com brasileiros e o que eu estava fazendo? Falando inglês, claro!

Então quando chegou a hora de voltar às aulas eu estava totalmente despreparado. Eu entrei em uma nova turma e o ritmo deles estava bem acelerado. A matéria em questão era o passado, que eu estava estudando desde que comecei a estudar na Caminhos. Nós também falamos de comida, como fazer pedidos em restaurantes, como descrever sua casa, os cômodos e os móveis dentro da casa.

Minha nova professora Karen é uma ótima professora. Acho que a mudança mais dramática entre a segunda e a terceira semana é o foco na conversa e como se comunicar usando o português, diferente do foco anterior e muito importante que era de entender as bases e teorias do português.

Aulas de capoeira de graça

Uma das melhores coisas da Caminhos é a vasta quantida de de atividades extra curriculares que ela proporciona. Ao voltar para a Semana 3, foi muito legal descobrir que a partir daquela semana teríamos uma nova atividade: aulas de capoeira!

Capoeira é um eco moderno do Brasil na época da escravidão. Proibidos de praticar artes marciais, os escravos africanos criaram a sua própria arte marcial sob a aparência de uma dança quase-tradicional. E como resultado, quando praticada por mestres de capoeira, é como ver um espetáculo de corpos e membros meio embaraçados em perfeita sincronia, ao som de uma música hipnotizante proveniente de instrumentos tradicionais. É uma experiência que deve ser vivida, não explicada.

Nossos instrutores nos contaram uma breve história da capoeira e a importância da música nela antes de uma demonstração de dois capoeiristas muito bem habilidosos. Depois nós aprendemos os movimentos básicos, e acabamos fazendo um pouquinho com um dos instrutores.

E depois de duas horas embaixo de um sol escaldante, nós fomos embora nos sentindo revigorados pela nova experiência e esperando ansiosamente pela próxima aula. Parando para pensar, é incrível em como uma forma de arte tão bonita surgiu em meio a uma época tão triste e violenta. Só no Brasil mesmo.

O mestre nos mostrando como se faz. E depois nós tentamos fazer.